Sonhos, loucuras e paixão
O PRIMEIRO VOO NINGUÉM ESQUECE O primeiro voo ninguém esquece, certo? Pois é. Impossível esquecer. Ainda guardo na memória aquela primeira decolagem, em dezembro de 1979. O avião era da Cruzeiro, companhia que mais tarde desapareceria dos céus brasileiros, incorporada à Varig. Saímos do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão — hoje Tom Jobim — com destino a Cuiabá. Não era, porém, simplesmente entrar no avião no Rio e descer em Mato Grosso. Houve parada em Congonhas, São Paulo, outra em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e, finalmente, o pouso no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande. Era meu primeiro voo. E quem poderia imaginar que aquela decolagem seria apenas o começo de uma longa história entre este escriba e os aeroportos do Brasil e do mundo? Dois anos depois, em 1981, repeti praticamente o mesmo roteiro. A companhia mudou: desta vez fomos de Vasp, outra empresa que também desapareceria dos céus brasileiros. Novamente Congonhas, Campo Grande e, quase cinco...